Sarahah é mais um app de mensagens anônimas que virou febre


Bronquiolite Obliterante – Causas, Sintomas e Tratamentos que não devemos ignorar. Alem disso, a bronquiolite obliterante é uma doença pu...
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© Banco criado por BB e Bradesco lança cartão para concorrer com Nubank Banco criado por BB e Bradesco lança cartão para concorrer com Nubank
O banco CBSS, uma nova instituição financeira controlada indiretamente por Banco do Brasil e Bradesco, colocou no ar sem fazer alarde um sistema digital para venda e gestão de cartão de crédito. Batizada de Digio, a plataforma lembra a proposta do Nubank, uma startup brasileira que oferece cartão de crédito sem anuidade e com gestão no aplicativo. O banco já recebeu 100 mil pedidos de cartão de crédito e emitiu cerca de 20 mil plásticos, apurou o ‘Estado’ com uma fonte próxima à companhia.
O banco CBSS é mais uma empresa criada em conjunto por Banco do Brasil e Bradesco por meio da holding Elo Participações (Elopar). A holding também é dona da Alelo, de benefícios, da companhia de fidelidade Livelo, da Stelo, de pagamentos, e da Movera, de microcrédito. Os dois bancos também são acionistas da Cielo e da bandeira de cartões Elo, que tem ainda a Caixa Econômica como sócia.
Criado em maio de 2014, o banco CBSS nasceu para ser uma instituição focada na população de baixa renda. Hoje o projeto se transformou em um banco enxuto, focado no cliente que está começando sua vida financeira, especialmente o público jovem, de qualquer faixa de renda, apurou o Estado. Com uma estrutura separada da operação do Bradesco e Banco do Brasil, o banco CBSS se tornou uma espécie de fintech (uma startup do setor financeiro), focada em criar e testar novas tecnologias para o setor bancário.
Por meio do site ou de um aplicativo no celular, o cliente pode solicitar um cartão de crédito. Por enquanto, a única opção é a bandeira Visa, mas as demais bandeiras também estarão disponíveis. Todo o processo é feito na plataforma virtual – os documentos são digitalizados e a foto do cadastro pode ser um selfie. O cliente pode aumentar ou diminuir o limite do cartão no app e até informar um roubo ou perda do cartão.
Além do modelo tradicional de avaliação de crédito dos bancos, o processo de liberação de crédito inclui também uma análise do perfil do cliente em redes sociais.
O nome CBSS é provisório e deverá ser trocado – Digio é uma das possibilidades, apurou o Estado. No futuro, o banco também oferecerá cartões pré-pagos, empréstimos pessoais e seguros. O banco CBSS e a Livelo já avaliam a criação de um programa de fidelidade para os usuários do cartão do banco.
Além da plataforma Digio, os produtos do banco CBSS são vendidos nas cerca de 140 lojas da financeira Ibi, incorporada em 2011 à holding Elopar. O presidente da Ibi, Carlos Giovane Neves, está também à frente das operações do banco CBSS.
Procurado, o banco CBSS informou que a “Digio é uma plataforma digital de meios de pagamento criada para proporcionar uma nova experiência de uso do cartão de crédito desde o momento da solicitação via celular até a gestão dos gastos em tempo real de forma simples, ágil e segura”. A instituição disse ainda que o produto está em fase piloto e deve ser lançado oficialmente “em breve”.
Corrida. Os bancos estão no meio de uma corrida por inovação. Desafiados por startups que usam estruturas enxutas para vender serviços financeiros, eles estão investindo em soluções similares às das startups e até mesmo adquirindo empresas inovadoras. O Santander, por exemplo, comprou a ContaSuper, startup que oferece uma conta digital. O Bradesco está criando o Next, um banco digital focado no público jovem.
Para o coordenador do Centro de Estudos de Private Equity e Venture Capital da FGV, Newton Campos, o movimento dos bancos reflete uma nova demanda do consumidor. Os clientes querem menos burocracia nos serviços bancários e mais transparência dos bancos na cobrança de taxas. “O nome do jogo é simplicidade”, afirma campos.
Ao comprarem ou criarem suas próprias startups, uma das tendências é que essas estruturas funcionem separadamente da operação dos bancos, explica Guilherme Horn, diretor executivo de Inovação da consultoria Accenture. “As grandes empresas têm vícios e burocracias no seu modelo de gestão. As fintechs vêm com um novo modelo mental. É uma forma de rejuvenescer a cultura do banco”, disse Horn .
O Santander, por exemplo, mantém a ContaSuper com gestão independente, mas já começou a oferecer os seus serviços nas agências do banco. “Nós unimos a leveza da startup com a solidez do banco”, diz Ezequiel Archipretre, presidente da ContaSuper. A previsão é chegar ao fim do mês com 700 mil contas abertas, contra 350 mil registradas em janeiro de 2015, quando o Santander investiu na empresa. Entre os principais públicos alvo estão jovens, prestadores de serviços e clientes do interior do País, onde a rede de agências é menor.
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SÃO PAULO – A poupança sempre foi, de longe, o investimento preferido dos brasileiros. Isso acontece, principalmente, por conta da comodidade. “A caderneta de poupança tem batido recordes de resgates. Não é pra menos, os resultados são pra lá de ruins, tem perdido até para a inflação e isto quer dizer que o investidor hoje já não compra mais a mesma coisa que compraria há um ano atrás”, comenta Aderson Gegler, professor e sócio fundador da Moinhos Educação.
A economista e sócia da Atlas Invest Carollyne Mariano comenta que o Tesouro Selic é uma excelente alternativa em relação à poupança, uma vez que também conta com liquidez diária e rentabilidade bem superior, chegando a um rendimento bruto próximo à taxa básica de juros. Além disso, esse título é assegurado pelo governo federal, que, em tese, é o melhor credor que existe no país.
Aderson aponta que outra boa possibilidade podem ser os fundos DI. “São fundos com baixo valor de entrada e de aportes e que devem ter uma rentabilidade próxima ao CDI. Mesmo cobrando taxas de administração, quando não são muito altas, esses fundos têm desempenho melhor do que a poupança”, relata o professor.
“Previdência privada também é uma alternativa, caso o objetivo do investimento seja a aposentadoria. Neste caso, além do investidor pesquisar sobre a taxa de administração e rentabilidade, é preciso se certificar de que não vai pagar a taxa de carregamento. Não há nenhum motivo lógico para aceitar pagar esta taxa Na previdência uma questão importante é o planejamento tributário, pois o poupador pode inclusive usar esse veículo para diminuir o valor pago em imposto de renda, no caso do PGBL. O investidor também terá que optar pela tabela regressiva ou progressiva”, aponta Aderson.
Carollyne ainda sugere o investimento emCDB (Certificado de Depósito Bancário) como uma alternativa. “Nessa modalidade o investidor empresta dinheiro ao banco emissor, em troca de juros. O risco dessa operação é o próprio emissor, contudo, há uma garantia oferecida pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil por emissor por investidor, que é a mesma da poupança. O CDB pode contar com liquidez diária e existem opções de 6 meses, 1 ano, 2 anos e etc. O ideal é aplicar em um CDB que renda pelo menos 85% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário)”, finaliza
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A lua é uma companheira ambígua no espaço, pois ao mesmo tempo que ilumina nossas noites, ela estraga nossa visão das estrelas. Mas agora, novas medidas feitas de rochas captadas durante o programa Apollo sugerem que a relação entre a lua e a Terra é muito mais selvagem do que imaginávamos.
Um novo estudo publicado na Nature diz que a lua foi formada como resultado de um colisão espacial violenta muito antes do que acreditávamos que isso tinha ocorrido. Desde a década de 70, muitos pesquisadores endossavam uma teoria na qual a lua foi criada de destroços resultantes de um colisão de baixo impacto de um corpo do tamanho de Marte que “raspou” na Terra. Em vez disso, os pesquisadores disseram que novas evidências mostram que o impacto foi mais “como uma marreta atingindo uma melancia.”
A antiga teoria sobre a origem da lua — que dizia que ela foi formada de restos de uma leve colisão — simplesmente explica o tamanho da lua e sua posição de órbita. No entanto, um teste em algumas das pedras lunares da missão Apollo revelaram algo estranho que esta teoria não dá conta de explicar.
“Nós ainda estamos medindo novamente as amostras coletadas pelo programa Apollo na década de 70, pois a tecnologia se desenvolveu bastante nos últimos anos. Nós podemos avaliar diferenças muito pequenas entre a Terra e a lua, então nós encontramos uma série de coisas que não vimos na década de 70”, disse Kun Wang, que é professor assistente da Washington University e um dos autores do estudo, ao Gizmodo. “Os modelos antigos simplesmente não conseguem explicar as novas observações.”
Se a teoria de quatro décadas atrás estivesse correta, então os pesquisadores constatariam que mais da metade do material lunar encontrado veio do corpo do tamanho de Marte que raspou pela Terra para formar a lua. Os pesquisadores, no entanto, não acharam esse tipo de material. Em vez disso, análises químicas nas amostras mostraram compostos isotópicos que eram praticamente idênticos.
Eles começaram a fazer uma série de testes avançados para tentar observar quaisquer diferenças nas assinaturas de isótopo. Eles finalmente acharam uma — mas que sugerem que as origens das amostras são ainda mais fortemente conectadas do que esperávamos.
As assinaturas de isótopo eram as mesmas, exceto por um com alta concentração de potássio das amostras lunares que requereriam altíssimas temperaturas para serem separadas. Uma colisão violenta entre a Terra e esse corpo do tamanho de Marte poderia ter causado esta temperatura incrivelmente alta. Neste modelo, as temperaturas foram tão altas e a força tão poderosa que o corpo e uma grande parte da Terra acabou sendo vaporizada com o contato. O vapor então se expandiu em uma área 500 vezes maior que a Terra antes de finalmente esfriar e se condensar na lua.
Nós precisaríamos de um impacto muito maior para formar a lua, segundo nosso estudo”, explicou Wang. “O impacto gigante por si deveria ser chamado de impacto extremamente gigante. A quantidade de energia necessária não nem próxima
”.
Estes novos dados não mudam nosso concepção de como a lua foi formada. Eles apenas sugerem que um sistema solar inicial era muito mais volátil do que nós conhecíamos — e isso pode ser o início do que essas novas análises de amostras lunares podem nos ensinar.
“Tudo o que sabemos sobre o início do sistema solar vem de nosso estudo de amostras lunares e de meteoritos”, afirmou Wang. “Isso mudou nosso entendimento de como era o sistema solar, e parece que ele era muito mais violento do que pensávamos.”
Os pesquisadores continuarão a estudar as amostras coletadas pelo programa Apollo e vão tentar achar mais pistas escondidas nelas. Até agora, eles suspeitam que estas amostras que estão guardadas há décadas poderiam ter mais segredos para revelar.
Foto do topo: Conceito artístico de uma colisão entre a lua e a Terra. Crédito: Dana Berry/SwRI
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Saiba aqui as especificações e o preço do Quantum Go, novo smartphone da Positivo.
Em setembro de 2015, a Positivo lançou mais um smartphone brasileiro: o Quantum Go. O aparelho faz parte de uma linha que promete entregar smartphones que não deixam a desejar em relação aos tops de linha, como iPhone e Galaxy, porém, com preços muito inferiores. O Quantum Go, que também tem um aplicativo que capta sinal de TV Digital, está custando numa faixa de R$ 700/800.
Design
O smartphone possui tela Touchscreen de cinco polegadas, com resolução em HD, ou seja, 1280 x 720 pixels. Sua tela ainda vem com a proteção Gorilla Glass 3. O telefone tem seu corpo inteiramente feito de vidro, tanto na parte da frente, como na parte traseira. Ele vem em três opções diferentes de cores: cinza, branco e dourado.
Desempenho
O Quantum Go vem equipado com o processador Mediatek octa-core de 1.3 GHz. O modelo com suporte para rede 4G vem em 64-bits, enquanto o modelo que só tem suporte para a rede 3G vem em 32-bits. O telefone também tem uma boa memória RAM, com 2 GB. Para a memória interna, existem duas opções: 16 GB e 32 GB, ambos com suporte para cartão SD de até 32 GB, ou seja, o celular pode ter até 64 GB de memória.
Já o Android usa uma versão das mais puras possíveis. Ele vem equipado com o Android 5.1 (Lollipop). Com uma bateria de 2.300 mAh, o telefone tem uma das baterias mais duráveis do mercado, chegando perto dos telefones da Sony. Isso acontece muito por causa do processador. Apesar de ter oito microprocessadores internos, o número de processadores funcionando irá depender da necessidade. Nem sempre todos os processadores estarão funcionando, ocasionando assim a economia na bateria.
Câmera
O aparelho tem uma câmera traseira com resolução de 13 megapixels e com gravação de vídeos em Full HD, ou seja, em 1080p. Já a câmera frontal do aparelho tira fotos em 5 megapixels e faz vídeos em 720p. O ponto negativo da câmera fica por conta da lentidão do recurso HDR. O recurso que permite tirar fotos diferentes em exposições de luz diferentes, para melhorar a qualidade da imagem, chega a ter uma demora de até três segundos.
Renato Senna Maia
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A nova geração, sem dúvida alguma, está mais empreendedora. E essa nova aptidão leva ao interesse em outras áreas, como o universo dos investimentos. Cada vez mais jovens querem se informar sobre o assunto para aplicar seus recursos financeiros em busca de rendimentos maiores. Então, como fazer isso de maneira eficaz?
O primeiro argumento que dou é em relação aos objetivos. Qual o propósito da aplicação que pensa em fazer? Em meus anos de experiência como educador e terapeuta financeiro, posso dizer que dinheiro não deve ser finalidade. Uma pessoa não deve pensar em multiplicar suas finanças apenas pelo simples fato de ter mais. Sempre digo que dinheiro sem destino é alvo fácil de gastos supérfluos.
O dinheiro é um meio para se conquistar algo e, portanto, deve ser tratado como tal. Se a intenção é investir em outro negócio, fazer uma viagem ou ainda comprar um algo simples que deseja, é preciso saber o prazo em que se pretende alcançar este objetivo. Afinal, de nada adianta aplicar seus recursos em uma modalidade que oferece maior rentabilidade, mas que é indicada para ser usada em longo prazo.
Ou seja, não é inteligente buscar apenas a alternativa de mercado que rende mais. É preciso estudar a situação, os prazos, as opções e até mesmo os contratempos que possam surgir ao longo do tempo. Portanto, quanto mais definida for a finalidade e mais informações tiver a respeito, mais disciplina e foco terá para seguir com os planos e mais acertada será a decisão sobre o investimento.
Quais as opções?
Entendido isso, podemos separar alguns investimentos em categorias. Se for pensando em realizar objetivos de curtíssimo prazo, isto é, pensando em retirar o dinheiro em menos de 6 meses, a Caderneta de Poupança ainda pode ser uma boa opção (justamente por ser de fácil aderência, não incidir IR e não ter taxas adicionais), juntamente com alguns títulos do Tesouro Direto.
Para os de médio prazo (de um a dez anos), pode-se pensar em CDB, Fundos de Investimentos e também alguns títulos do Tesouro Direto. Com uma boa pesquisa pela internet, é possível conhecer bem as opções antes de tomar qualquer atitude. Vale conversar com especialistas na área que possam auxiliar ainda mais nesse processo.
Em relação aos objetivos que tenham uma duração maior – acima de dez anos, considerados de longo prazo –, as opções passam a ser Previdência Privada, também alguns títulos do Tesouro Direto e Ações. Para esta última, é de extrema importância ser guiado por alguém que tenha experiência no assunto, a fim de que explore o máximo que puder, equilibrando o risco de acordo com o perfil do investidor e o objetivo a ser realizado.
Foco na aposentadoria!
Para finalizar, uma das questões que insisto mais para que os jovens passem a se preocupar e, principalmente, se planejar é a aposentadoria. De acordo com o IBGE, apenas 1% dos aposentados no Brasil são independentes financeiramente. Esse é um dado muito triste, mas que pode ser revertido com a conscientização cada vez mais cedo da sociedade como um todo.
Portanto, meu apelo é que tanto os jovens que estão entrando no mercado de trabalho como os que já se encontraram em suas carreiras ou negócio próprio devem dar muita importância ao investimento de longo prazo, visando à aposentadoria tranquila, sustentável e independente. Quanto antes começarem, menos esforço terão de fazer e mais facilmente atingirão seu objetivo.
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por Vivian Oswald, enviada especial
O presidente chinês Xi Jinping - SAUL LOEB / AFP
HANGZHOU, China - A economia mundial está longe de voar em céu de brigadeiro, mas enquanto discutem o que fazer para dispersar o nevoeiro de incertezas que encobre as perspectivas de bonança para os próximos anos, os líderes das 20 nações mais ricas do mundo terão 48 horas de céu azul e ar puro. Centenas de fábricas num raio de 300 quilômetros da cidade de Hangzhou, a sede da XI Cúpula do G-20, foram desligadas para garantir dias bonitos — sem a névoa de poluição — aos milhares de participantes do encontro, entre chefes de Estado e de governo, ministros e assessores, além de jornalistas, que estarão na capital da Província de Zhejiang, a quarta mais populosa da China e um dos maiores polos tecnológicos do país.
Para os ministros de Finanças do G-20, ainda pairam dúvidas sobre o ambiente econômico mundial. A lista de desafios vai de oscilações cambiais e nos preços das commodities a deflação em muitos países e volatilidade nos mercados financeiros. Há ainda uma onda protecionista, além de conflitos, crise de refugiados e terrorismo. As implicações da saída do Reino Unido da União Europeia também estão no cardápio dos encontros de hoje e amanhã.
O ritmo de crescimento da China daqui para frente e a desvalorização do yuan são igualmente motivos de preocupação. Por mais que o país ainda cresça em níveis superiores ao resto do mundo (6,9% no ano passado), o anfitrião da reunião já avisou que o “novo normal” não são mais as taxas de dois dígitos que vinham puxando a expansão global. Diante das preocupações, antes da cúpula, em entrevista à televisão estatal, o vice-ministro de Finanças chinês, Zhu Guangyao, garantiu que “não há base para uma depreciação de longo prazo da moeda” e que “os fundamentos da economia do seu país são sólidos”.
O ar puro que será respirado em Hangzhou esta semana terá um custo alto para a China. O fechamento temporário, total ou parcial, de fábricas na sede do G-20 e vizinhança (Xangai inclusive) por até dez dias pode afetar fornecedores e clientes dentro e fora do país. Levantamento da agência Icis mostra que milhões de toneladas de poliéster, cimento, coque, metais não ferrosos, produtos químicos, entre outros, deixarão de ser produzidos.
‘FINANCIAMENTO VERDE’
Talvez o efeito contraditório da iniciativa seja um bom exemplo do paradoxo que vive a China moderna: como investir e promover a sustentabilidade sem afetar o crescimento. Esta pode ser uma das explicações para que o país, pela primeira vez, tenha trazido para o âmbito do G-20 o tema do “financiamento verde”. Em uma declaração separada, chineses e americanos devem ratificar o acordo do clima de Paris, e anunciar revisões periódicas dos subsídios que cada um concede a combustíveis fósseis.
A presidência chinesa introduziu uma agenda de médio prazo que faça do G-20 uma plataforma menos imediatista. O G-20 foi criado em 1999. Mas passou a reunir os líderes dos países somente após a crise financeira global para coordenar medidas macroeconômicas de curto prazo para combater as turbulências internacionais. Em Hangzhou, pretende-se confirmar a meta de crescimento para 2018 em dois pontos percentuais acima dos 3,8% previstos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2013.
A ampliação da atuação dos bancos multilaterais em projetos de infraestrutura, um tema que interessa bastante ao Brasil, é um dos itens da pauta. Os chineses querem que o foco do encontro esteja na inovação, na economia digital e nas reformas estruturais, prioridades já anunciadas de Pequim nos seus planos de desenvolvimento de longo prazo.
BRASIL DE NOVO NOS HOLOFOTES
As reformas devem ganhar força no documento final do G-20. Os países devem indicar seus planos de ação.
— A China vai tentar impor sua visão, mas não vejo muito espaço para que consiga obter ação coordenada ou até mesmo um acordo geral. A China quer, por exemplo, um câmbio mais fraco, mas precisa que o yuan se enfraqueça mais do que outras moedas. Precisa que os outros aceitem a sua enxurrada de importações e investimentos ainda que não vá fazer o mesmo. É uma posição difícil de se defender — disse o professor de economia da Escola de Negócios HSBC da Universidade de Pequim.
Este ano, o Brasil volta aos holofotes. Não mais como um dos casos de sucesso de recuperação após a crise financeira global de 2008, mas como um país que atravessa uma crise de credibilidade e cuja economia está debilitada. Caberá ao governo mostrar o que está sendo feito para que o país volte a crescer e contribuir para a expansão mundial. Essa é um das principais missões do presidente Michel Temer.
— É o início do processo de reconstrução da imagem do país no exterior para tentar retomar a confiança de forma mais vigorosa dos investidores. A presença do (ministro da Fazenda, Henrique) Meirelles, reconhecido internacionalmente, reforça essa tese — disse o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini.
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Segundo Freitas Cordeiro, está sendo reinstalada a confiança do consumidor, e o comércio deve abrir no fim do ano não apenas vagas temporárias, mas também permanentes, para repor postos perdidos ( Foto: André Costa )
Praia do Forte (BA). A fim de renovar o estoque de produtos nas lojas e realizar ações promocionais para o período do Natal, o comércio varejista cearense está pleiteando junto a bancos públicos um empréstimo de, no mínimo, R$ 1 bilhão. De acordo com o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), Freitas Cordeiro, a aprovação do crédito será fundamental para atrair o consumidor.
Isso será fundamental, segundo ele, para uma melhora nas vendas de fim de ano em relação a igual período de 2015, com preservação os empregos e retorno das contratações.
"Vamos aos bancos públicos buscar linhas de crédito diferenciadas para termos capital de giro, como já fizemos em outros momentos.
Queremos que esse recurso seja disponibilizado agora, não deixando para novembro, quando o comerciante já deve ter mercadorias novas no estoque", afirma Freitas, que participa da 55ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, evento que segue até amanhã (4) na Praia do Forte, na Bahia.
"Esse vai ser o nosso grande desafio. Na minha opinião, R$ 1 bilhão para todo o varejo do Ceará é pouco, mas já faz a diferença", avalia ele.
Segundo Freitas, o crédito ao varejo do Ceará deverá ser concedido pelo Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB) e Caixa Econômica Federal, sendo cada instituição financeira responsável por disponibilizar cerca de R$ 300 mil. A opção pelos bancos públicos se deve às baixas taxas de juros, que, no caso do BNB, são menores que 1% ao mês.
"São recursos que permitem trabalhar linhas de crédito com juros bem diferenciados, até pelo fato de que um dos objetivos dessas instituições é dar sustentação às políticas públicas de desenvolvimento do governo", diz o presidente da FCDL-CE.
Recuperação
Para Freitas Cordeiro, já é possível perceber sinais de recuperação da economia brasileira a partir de indicadores que mostram um maior otimismo dos consumidores e empresários.
Pesquisa divulgada na última pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), por exemplo, revela que 48% dos comerciantes e prestadores de serviços acreditam que o segundo semestre deste ano será melhor para a economia do País.
"Em setembro, no que se refere às vendas do comércio nacional, já vamos ter um mês empatado em relação ao mesmo período de 2015. No Ceará, começamos a sentir essa melhoria em julho, até pelo período de alta estação. Isso sinaliza que estamos caminhando para uma solução. Acreditamos que vamos ter um Natal bom neste ano" salienta Freitas.
O presidente da FCDL-CE lembra também da importância do 13º salário para aquecer as vendas do varejo.
"O consumidor está animado, a confiança está sendo reinstalada. Estamos vendo que, com essas ações, vamos ter não só contratações temporárias de emprego, que sempre ocorrem no fim do ano, mas esperarmos repor aqueles postos que foram perdidos", acrescenta.
Inadimplência
O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, ressalta que a oferta de crédito vem caindo e a inadimplência subindo há 18 meses por conta de fatores como o aumento do desemprego e da inflação.
Entretanto, ele acredita que, ainda neste semestre, o índice de pessoas desempregadas irá parar de crescer e o varejo irá retomar as contratações.
Em relação à inadimplência, que atualmente atinge quase 59 milhões de brasileiros, Pellizzaro acredita que haverá um esforço do comércio em busca da renegociação de dívidas nos últimos meses de 2016.
De acordo com ele, há uma grande expectativa de que o consumidor use a primeira parcela do 13º salário, quase em sua totalidade, para quitar dívidas antigas."As renegociações devem levar ao mercado varejista, principalmente no período do Natal, mais consumidores às compras", reforça.
Negativados
Ele cita também um levantamento feito recentemente pela entidade, apontando que mais de 70% dos brasileiros que tiveram seus nomes registrados no SPC nos últimos seis meses foram negativados pela primeira vez.
"Isso mostra que não é o consumidor que está dando calote, mas passando por uma dificuldade momentânea. Esperamos que, ao longo dos próximos seis meses, os índices de recuperação de crédito aumentem de forma bastante representativa", pontua ele.
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Foto: Centro de São Luís
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta semana, apontam que o Maranhão deve sofrer uma baixa gradativa na taxa de crescimento populacional nos próximos 14 anos. Atualmente, ele ocupa a 10ª posição no ranking de estados com maior número de habitantes no Brasil em 2016.
De acordo com a estimativa do órgão, são 6.954.036 moradores atualmente, com data de referência em 1° de julho deste ano. Em comparação ao ano passado, quando tinha 6.904.241 habitantes, o Maranhão subiu 0,72% no que diz respeito ao crescimento populacional. Em 2015, o estado também ocupava a 10ª colocação no ranking nacional. Esse aumento foi menor em relação ao crescimento observando entre os anos de 2014 (6.850.884 habitantes) e 2015, que foi de 0,78%.
Esse percentual acompanha a baixa na projeção feita pelo instituto em relação à taxa de crescimento do estado entre os anos 2000 e 2030. De acordo com o órgão, o crescimento esperado para a população maranhense, no ano que vem, é de 0,66%. Em 2018, esse número deve cair para 0,62% e pode chegar a 0,22% em 2030, ao lado do percentual de 0,38% de crescimento esperado para o Brasil, cuja projeção também é de redução.
Curiosamente, outra taxa que deve diminuir no Maranhão é a de mortalidade infantil. Em 2016, essa taxa foi de 21,3% e em 2017 deve cair para 20,32%. Para o ano de 2030, a projeção é de que esse número passe para 12,88%. Contudo, a taxa de fecundidade deve cair de 2,12%, agora em 2016, para 1,65% daqui a 14 anos.
Paralelo a isso, a estimativa realizada pelo IBGE mostra que o tempo médio para o aumento da população no Maranhão – isto é, para novos nascimentos – é de 10 minutos e 46 segundos. No país, esse tempo médio é de apenas 20 segundos. A população maranhense projetada para o ano de 2018 é de 7.043.339 pessoas. Até 2030, o IBGE estima que o Maranhão possua 7.374.604 habitantes.
Em relação aos grupos etários, hoje a maior parcela (63,86%) de moradores do estado é formada pela população em idade ativa, isto é, que possui de 15 a 64 anos de idade. Em seguida, com 30,37%, vêm os jovens de 10 a 14 anos e os idosos (65 anos ou mais), com 5,77%. A projeção para 2030 é de que a população em idade ativa continue em maior quantidade, com 69,40%, seguidos dos jovens e dos idosos, com 21,93% e 8,66%, respectivamente.
RANKING NACIONAL
Na lista feita pelo órgão, o Maranhão vem logo depois do estado do Pará, com 8.272.724 habitantes, e – por uma pequena diferença de 43.483 pessoas – está uma posição acima de Santa Catarina, com 6.910.553. Hoje, o estado brasileiro mais populoso é São Paulo, que soma um total de 44.749.699 habitantes, e na última posição fica o estado de Roraima, com 514.229. Ainda de acordo com o IBGE, o Maranhão representa pouco mais de 3% dos 206.081.432 de habitantes no Brasil. E dos 56.915.936 moradores da Região Nordeste, o estado representa uma parcela de 12%, sendo o quarto mais populoso desta região. Ele fica atrás do Ceará, com 8.963.663, e logo acima da Paraíba, com 3.999.415.
MUNICÍPIOS
Entre os municípios maranhenses, a capital, São Luís, aparece na primeira posição. Segundo a lista do IBGE, são 1.082.935 de habitantes na ilha. O ranking estadual segue com Imperatriz em segundo lugar, com 253.873 moradores, e São José de Ribamar em terceiro, com 176.008. O município de Paço do Lumiar vem na sétima colocação, com 119.915 habitantes, e Raposa aparece em 55º, com 30.304. A cidade maranhense menos populosa é Junco do Maranhão, com 3.330 moradores.
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Abelhas são fundamentais na polinização da canola
Caixas de abelhas estão espalhadas entre a lavoura
Há pelo menos doze anos a fazenda Tombini que fica na localidade de Lomba Alta vem produzindo canola, porém cada vez com mais área plantada. Neste ano foram semeadas 237 hectares, o que deve render em torno de cinco mil sacos do produto. Conforme o capataz, Mário Luis Scharnemberg, um dos motivos do plantio da canola é produzir mais uma cultura que gere renda á propriedade e fazer a rotação.
'Além disso, serve também para limpar as terras do azevém, onde no ano seguinte é plantado trigo ou aveia, para não ter outro tipo de semente no meio', afirmou o capataz. Disse também que o custo de produção é baixo e a venda é garantida, sendo que o preço da saca de 60 quilos é o mesmo da soja, que está em R$ 80,00.
Porém a quantidade colhida por hectare é menor, entre dezenove e vinte e cinco sacos. A fazenda planta 1.400 hectares todos os anos de diversas culturas como a soja, canola, aveia branca e preta e azevém. Tem oito funcionários e diversas máquinas e implementos para dar conta de tanta produção, já que somente de soja são colhidos em torno de 53 mil sacos do grão. A Tombini também é uma grande produtora de sementes diversas, e tem sua sede em Carazinho.
A canola é da família das crucífereras e solta uma flor amarela que embeleza os campos onde é plantada. Do seu grão é extraído óleo de cozinha e o biodiesel. É uma planta de inverno e sua colheita inicia no final de setembro.
Apicultura - A produção da canola necessita das abelhas para produzir, pois elas fazem a polinização das flores, que irão gerar a semente. Sendo assim a fazenda propôs uma parceria com o apicultor Hilberto Kellermann, que introduziu vinte caixas de abelhas na lavoura, o que corresponde a mais de 1 milhão de abelhas, que polinizam toda a lavoura. Kellermann explicou que vai colher o mel em setembro, e acredita que a produção será bem maior que comparado com as caixas que estão em outros locais. 'Também estou curioso para ver o gosto desse mel, se ele será diferente, mais gostoso', destacou o apicultor.
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Empresários chineses assinaram, nesta sexta-feira (02/09), acordos de investimentos e cooperação com o Brasil. No país asiático para participar do encontro do G-20, o presidente Michel Temer aproveita a viagem para demonstrar oportunidades com a retomada da confiança na economia brasileira.
Durante seminário empresarial em Xangai, foram assinadas a venda de dois jatos Phenom 300, da Embraer, para a companhia Colorful Yunnan, e de cinco jatos E190 para a Colorful Guizhou Airlines.
Outra empresa chinesa, a State Grid, assinou acordo para comprar fatia de 23% da participação da Camargo Correa S.A na CPFL Energia. A transação é estimada em US$ 1,83 bilhão (R$ 5,92 bilhões). Outro acordo de aquisição foi o de 50,1% da sociedade de investimentos Rio Bravo pelo grupo Fosun.
O grupo WTorre formalizou um acordo com a China Communications and Construction Company International (CCCC) para um investimento de R$ 1,5 bilhão em um terminal multicargas na região de São Luís (MA). A CCCC também anunciou parceria com o Banco Modal, para atuar como assessor financeiro da empresa em projetos e investimentos na área de infraestrutura no Brasil.
Também no Maranhão, foi assinado um investimento de US$ 3 bilhões entre o governo estadual e a empresa CBSteel para a construção de uma siderurgia na cidade de Bacabeira. A iniciativa deve gerar em torno de 5 mil empregos.
Os presidentes Michel Temer, do Brasil e Xi Jinping, da República popular da China se encontram na casa de hospedes oficial do Lago Oeste em Hangzhou (Foto: Beto Barata/PR)
Brasil/China 2016
Brasil e China assinam nove atos que vão beneficiar os dois países. Confira os acordos:
1 – Embraer – Colorful Guizhou Airlines:assinatura de contrato de venda de até cinco aeronaves E190 (duas vendas e três opções de compra) pela empresa aérea chinesa. Segundo a Embraer, o contrato tem valor estimado em US$ 249 milhões caso todos os direitos de compra sejam exercidos.
2 – Embraer – Colorful Yunnan General Aviation: assinatura de contrato para a compra de duas aeronaves Phenom 300 para a empresa chinesa. As aeronaves devem ser entregues até o fim deste ano.
3 – CPFL Energia – State Grid Corporation of China: Empresa chinesa formalizou a compra da fatia de 23% da Camargo Correa S.A. na CPFL Enrgia S/A.
4 – Banco Modal – China Communications and Construction Company International (CCCC): acordo firmado prevê que o banco brasileiro será assessor financeiro exclusivo da CCCC para originar, analisar e executar projetos de investimentos na área de insfraestrutura no Brasil.
5 – WPR Participações – China Communications and Construction Company International (CCCC): acordo para investimento no terminal multipartes de uso privado, localizado na região de São Luís, no Maranhão. O terminal terá capacidade de 14 milhões de toneladas/ano para grãos, 3 milhões de toneladas/ano para celulose, 3,5 milhões de toneladas/ano para fertilizantes e 3,6 milhões de toneladas/ano para líquidos. O investimento total na primeira fase do projeto será de R$ 1,5 bilhão.
6 – Belagrícola e Fiagril – Grupo Pengxin e Fundo Haitong: acordo para criação do Fundo de Investimento e Desenvolvimento da Agricultura do Brasil e China, com capital de US$ 1 bilhão. O fundo participará na cadeia do setor agrícola brasileiro, em especial em serviços agrícolas e melhoramento de infraestrutura, como em áreas de armazenamento, logística e portos.
7 – Governo do Maranhão – CBSTEEL:assinatura de contrato de serviços de US$ 3 bilhões para construção de projetos siderúrgicos no município de Bacabeira, no Estado do Maranhão. A iniciativa deverá gerar 5 mil empregos e, na primeira fase, produzir 3 milhões de toneladas de aço.
8 – Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) – Conselho para a Promoção do Comércio Internacional Chinês: assinatura de memorando de entendimento para cooperação entre os dois conselhos para ampliação de oportunidades de comércio e investimentos entre empresas dos dois países e promover o desenvolvimento das relações econômicas e comerciais bilaterais.
9 – Rio Bravo Investimentos e Grupo Fosun:acordo de aquisição de 50.1% da sociedade de investimentos Rio Bravo pelo Grupo Fosun.
(Portal Brasil)
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Foto: Felipe Souza / DM
Segundo indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), no acumulado do ano (de janeiro a julho de 2016), esse percentual atingiu 2,34% ante 2,16% registrado no mesmo período do ano anterior
O percentual de cheques devolvidos sobre movimentados, no acumulado do ano (de janeiro a julho de 2016), atingiu 2,34% ante 2,16% registrado no mesmo período do ano anterior, segundo indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Nessa mesma base de comparação, o percentual do mês de julho foi o maior da série histórica iniciada em 2009.
De acordo com o diretor do SCPC Passo Fundo, Valter Ceolin, esses dados representam uma surpresa para o Serviço. “É uma surpresa para nós esse aumento, pois o cheque é um meio de pagamento que está diminuindo seu uso. Acreditamos que, como a inadimplência está aumentando, alguns consumidores usam de outras maneiras para efetuar seus pagamentos. Quando acaba o dinheiro utiliza-se os cartão de crédito, quando acaba esse crédito se utiliza de outro meio de pagamento que é o cheque, e pode ser que, em função disso, aumenta esse índice”, argumenta.
Ainda, segundo Ceolin, o “esgotamento” dos meios de pagamento, forma uma “cascata” de inadimplência. “O uso do cheque para pagamentos é a última alternativa para alguns clientes, e isso surpreende. A inadimplência vinha diminuindo, pois a utilização dessa forma de pagamento diminuiu entre as pessoas físicas. Com o agravamento da crise,que esperávamos que seria mais curta, as pessoas se viram obrigadas a utilizar esse meio de pagamento e isso afetou no índice”, acrescenta o diretor do SCPC. Mesmo com o percentual elevado, os dados do SCP apontam que o número de cheques devolvidos como proporção do total de cheques movimentados recuou para 2,21% em julho de 2016. Com este resultado, o indicador ficou abaixo do registrado no mês passado (2,31%) e também inferior ao percentual de julho de 2015, de 2,24%.
Na comparação mensal, os cheques devolvidos diminuíram 8,8%, enquanto os cheques movimentados recuaram 4,9%, o que levou à queda do percentual no período.
“O índice desse aumento é pequeno, mas se torna importante por ter voltado, quando o normal desse percentual seria estar diminuindo”, aponta ainda Ceolin. O indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito mostra também, que no acumulado do ano, os cheques devolvidos recuaram 7,4%, enquanto os cheques movimentados diminuíram 14,5%. Separando os cheques devolvidos de pessoas físicas e jurídicas, na mesma base de comparação, observamos que a devolução foi 8,7% menor para as pessoas físicas e 4,2% inferior para as pessoas jurídicas.
Adaptando o consumo ao momento
Mesmo com a atual crise no país, Ceolin acredita que esses números deverão se estabilizar. “A princípio deve estabilizar, até por que as pessoas vão se adequando a esse momento de crise, ao seu consumo. Primeiramente, quando vem um momento de crise, acredita-se que ele não dure tanto tempo, e as pessoas, com isso, se programam para gastar menos e consequentemente se adaptam a um novo modo de consumo. Com isso, a tendência é voltar a um patamar anterior ao atual”, explica.
Dicas para evitar a inadimplência
O diretor do SCPC Passo Fundo faz algumas considerações como alerta, para o consumidor evitar a inadimplência. “Aconselho que os consumidores comprem dentro do seu orçamento, ainda, que nunca emprestem cheque ou seu nome para terceiros, por mais conhecidos que sejam”, alerta, ao destacar ainda, que o ideal é economizar para algumas eventualidades. “Sempre acontece algum contratempo que não está na programação do mês, e o ideal é sempre economizar para ter essa reserva e não ficar inadimplente. Por fim, recomendamos que os consumidores cuidem do seu crédito. As pessoas não precisam ter dinheiro, mas ter crédito. Hoje se consome em qualquer lugar desde que se tenha crédito”, finaliza Ceolin.
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Charge: Wuerker/ Politico
É BEM MAIS COMPLEXO DO QUE UMA BRIGA ENTRE ESQUERDA E DIREITA, SENHORES “JORNALISTAS”
É estarrecedor o primarismo de alguns "jornalistas" ao reduzir o que ocorre no Brasil e no mundo a velha, mofada e ultrapassada peleja de esquerda vs direita. Se não for primarismo, é má fé mesmo.
O Comunismo teve seu fim decretado em 1989, com a queda do muro de Berlim. A partir dali a podre União Soviética ruiu e explodiu em dezenas de pedaços, jogando na lata do lixo tudo o que tinha aprendido em geografia.
O Capitalismo cantou vitória até 2008, quando uma fraude financeira espetacular nos USA quebrou o mundo e quase o trouxe à falência global. A partir dali as agências de rating mostraram a sua cara de serviçais dos interesses financeiros e a falta de regulamentação no mercado provou ser um dos maiores erros do berço do capitalismo.
A Esquerda extrema morreu. A Direita extrema se ridicularizou e faliu. Ambos jazem em covas não muito profundas, mas estão enterrados enquanto modelos econômicos de valia no mundo moderno.
Hoje em dia, o comunismo da China compra bancos e tem 4 deles entre os 10 maiores do mundo. Esse mesmo comunismo tem Bolsa de Valores e dança a ciranda do mercado financeiro como gente grande. Seu PIB rivaliza o dos USA e cresce a taxas invejáveis, independente dos problemas que possam ser apontados na sustentação desse crescimento. Os índices financeiros da comunista China determinam a economia mundial.
Nos USA, o prejuízo do desastre capitalista da fraude de 2008 foi socializado. O governo socorreu fartamente a iniciativa privada incompetente e criminosa com bilionárias verbas públicas, fazendo inveja ao nosso BNDES. De olho no aumento da pobreza USA, a administração Obama lançou o maior dos programas de medicina socializada do mundo: o Obamacare. Esse programa está estimado em US$1,3 trilhões (segundo a Money) para a próxima década - o PIB do Brasil vai ser gasto em saúde pública (nosso SUS) nos próximos 10 anos.
Eis a falência da discussão reduzida a esquerda vs direita. Dói ler artigos de "jornalistas" de ambos os extremos rebaixarem os problemas atuais a esta disputa bolorenta.
A discussão hoje é bem mais profunda, mas o tema central é muito simples de ser identificado. Diz respeito ao fracasso do Neoliberalismo como política econômica de distribuição de riquezas.
O Neoliberalismo, implantado com vigor nas eras Reagan e Thatcher, trabalhou na premissa de que ao incentivar o setor privado, sem qualquer ou com mínima interferência do governo, este criaria um ambiente econômico de fartura e crescimento para todos.
A transferência de dinheiro público (nossos impostos) ao setor privado sem qualquer regulamentação se provou um equívoco, pois os donos da iniciativa privada o usaram para aumentar suas fortunas pessoais. Descobriram que com a globalização (outra falácia), os mercados financeiros do mundo estavam à disposição para uma lucrativa especulação. Ficaram mais ricos as custas dos mais pobres.
O resultado do Neoliberalismo está disponível em números: nunca a concentração de riqueza foi tão acentuada na história do mundo. A organização não-governamental britânica Oxfam, baseado em dados do banco Credit Suisse relativos a outubro de 2015, mostrou que a riqueza acumulada pelo 1% mais abastado da população mundial agora equivale, pela primeira vez, à riqueza dos 99% restantes. Eis o resultado prático de décadas de neoliberalismo.
Recentemente, o Neoliberalismo recebeu críticas de um de seus maiores defensores, o Fundo Monetário Internacional (FMI), em artigo publicado por três economistas da instituição. "Em vez de gerar crescimento, algumas políticas neoliberais aumentaram a desigualdade, colocando em risco uma expansão duradoura", argumentaram seus autores. O artigo pode ser lido aqui.
Com o aumento da desigualdade social, passamos a conviver com mais pobreza, menos educação, menos saúde, mais violência, menos moradia, mais miséria, mais protestos, mais manifestações, mais crise e todos aqueles problemas sociais que estamos fartos de saber. O mundo se tornou um lugar mais injusto e perigoso. E os 99% vivem isso na pele em menor ou maior grau, enquanto o 1% desfruta de suas regalias conquistadas com as verbas públicas – dinheiro dos 99%.
Portanto, senhores “jornalistas”, a discussão a ser abordada hoje em dia é sobre distribuição de riquezas – não é sobre esquerda e direita. O tema central é: que tipo de Economia precisamos ter para redistribuir as riquezas de forma mais justa.
Redistribuir riquezas de forma mais justa significa reduzir muito a política neoliberal que encheu o setor privado de dinheiro sem cobrar resultados econômicos. O problema aqui reside mais uma vez no setor financeiro. Este setor pegou as benesses do Neoliberalismo e saiu emprestando aos governos de diversos países para com esse dinheiro público (de graça) gerar mais dinheiro ainda e aumentarem absurdamente seus lucros. E saiu emprestando para todo mundo – e os governos saíram gastando em programas sociais diversos para combater o aumento da desigualdade social.
Os programas de combate à desigualdade social incluíam desde obras de infraestrutura, programas de empréstimos para Educação, programas de auxílio à aposentadoria, de moradia, de saúde socializada, etc. São dívidas contraídas juntos as entidades financeiras do mundo e aplicadas em programas que, na sua maioria, visam a sanar problemas do passado e agora. Muitos desses programas ignoraram o futuro ou simplesmente deram errado e aumentaram sobremaneira a dívida pública dos países.
A Trading Economics, no seu banco de dados, afirma que o quadro de dívida pública dos países do G7 chegou em 2015 ao seguinte:
Japão – 229% do PIBItalia – 132 % do PIBUSA – 104% do PIBEspanha – 99% do PIBFrança – 98% do PIBCanadá – 92% do PIBRegião do Euro – 91% do PIBReino Unido – 90% do PIBAlemanha – 72% do PIBÍndia – 67% do PIB
O Brasil exibe uma dívida pública de 66% do PIB. A China 44% do PIB. A Rússia 17% do PIB. A lista completa pode ser vista aqui.
Ao ultrapassar 100% do seu PIB, um país atesta que a sua capacidade de gerar riquezas é inferior à sua capacidade de honrar compromissos. Não há como sua Economia pagar o que pegou emprestado para melhorar a sua Economia, salvo a exceção em que o dinheiro foi gasto em programas que permitirão o aumento de seu PIB mais à frente – o que não corresponde ao caso dos países mais endividados. A dívida do Japão, por exemplo, tem um componente pesado de previdência social para atender uma população envelhecida que não se renova.
Observem que o G7, considerados os países mais ricos do mundo, formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, estão todos endividados de forma avassaladora, com a exceção a Alemanha. Esses países não dispõem de uma Economia capaz de saldar essas dívidas e a perspectiva é que não tenham como no futuro.
Reparem também que os países do recém-criado BRICS não compartilham essa inadimplência toda com o G7. Brasil, Índia, China e Rússia estão com dívidas públicas administráveis. No momento, suas respectivas Economias têm capacidade de honrar compromissos e suas respectivas dívidas são em prol de programas que visam o crescimento de seus PIBs – por exemplo, o programa de Pré-sal no Brasil.
E para quem esses países devem essa impagável dívida? Para o setor financeiro (Bancos e Fundos) e para outros governos, em diferentes moedas. Essa generalização toda desemboca nos maiores bancos do mundo, os quais estão por trás do setor financeiro credor, e representam a maioria dos que são classificados no 1% acima já mencionado.
Segundo a consultoria Brand Finance e a revista especializada The Banker, os maiores Bancos do mundo em 2015 são:
Wells Fargo – USAICBC – ChinaHSBC – UKBanco da Construção da China – ChinaCiti – USABank of America – USAChase – USABanco da Agricultura da China – ChinaBank of China – ChinaSantander – Espanha
Sem capacidade para aumentar suas respectivas Economias, os governos dos países endividados colocam em risco a riqueza do 1% tão generosamente aumentada pelos anos de ouro do Neoliberalismo. E esse pessoal de forma alguma aceita reduzir sua criminosa margem de lucro (?) para redistribuir a riqueza do mundo.
O que fazer? Resposta: avançar sobre a capacidade de geração de riqueza de países/continentes economicamente em ascensão.
Tomando foco no Brasil, ao final de 2015, meses antes do dia da consumação do golpe no país, a economia brasileira era descrita pelos seguintes dados (fontes: PNAD, IPEA, IBGE, BC):
1) as reservas internacionais líquidas do Brasil são de US$ 377 bilhões (eram de apenas US$ 16 bilhões em 2002). Elas superam, com folga, toda a dívida externa do país, que é de US$ 333,6 bilhões, sendo que apenas 30% disso a curto prazo;
2) o Brasil é credor do FMI - o Brasil é credor externo líquido em US$ 42,7 bilhões;
3) a dívida pública líquida era 36% do PIB e a bruta 66% do PIB (em 2002 a dívida líquida era de 60% do PIB);
4) os investimentos externos produtivos (IED) no Brasil foram de US$ 75 bilhões em 2015, sendo equivalentes a 4,5% do PIB;
5) o Brasil tem o 7o. maior PIB mundial (era o 13o. em 2002);
6) o PIB per capita fechou em US$8.670 (era de US$2.800 em 2002);
7) a taxa de inflação está caindo e deverá fechar o ano, segundo o Banco Central, perto do teto da meta em 2016, ficando próxima de 6,5% no acumulado do ano. Para 2017, já se prevê uma taxa de inflação perto do centro da meta (de 4,5%);
8) o salário mínimo fechou em de R$824, equivalente a cerca de US$368 (era de US$158 em 2002);
9) o déficit externo, em transações correntes, fechou em 3,32% do PIB (caiu dos 4,31% de 2014) e continua caindo; e
10) o Superávit comercial foi de US$19,7 bilhões em 2015, já acumulou US$32,4 bilhões de janeiro a agosto de 2016, sendo que estimativas apontam que o mesmo poderá chegar a US$50 bilhões neste ano.
Dificilmente um cenário ruim, ainda mais quando comparado aos países endividados do G7.
Alguns “jornalistas” vendem esse cenário como “terra arrasada”, país quebrado, etc. Há problemas sim com a tendência de piora de alguns índices, mas nada que não possa ser corrigido ou que o país não tenha condições econômicas de assim fazer.
Eis que surge a encomenda do golpe no Brasil.
O setor financeiro enxerga no cenário atual, nos investimentos estratégicos realizados e nas possibilidades econômicas do Brasil, detentor de mais de 50% da economia na região, uma fonte de geração de receita para tapar o buraco da farra financeira que patrocinou aos países do G7 – agora sem qualquer garantia de retorno. A mesma perspectiva também ocorre em relação ao continente africano, hoje em disputa ferrenha com a China.
Não somente é necessário adquirir as fontes de riqueza do país alvo, como também reduzir ao máximo seus gastos em programas sociais e trabalhistas. Essa receita toda deverá ser migrada para o setor financeiro em risco de calote. Deverá ser transferida para as economias dos países esgotados. Deverá ser usada para gerar riquezas aos grandes devedores do mundo.
Então, a questão central é a seguinte: com equacionar o poder do 1% com as necessidades do 99%. Isso não necessariamente desemboca numa discussão ideológica de esquerda vs direita. E levar para essa disputa é retroagira aos tempos de guerra fria.
O fato é: a continuar essa exploração indevida e sem controle, sem espaço para o social sem ser na forma de esmola, o confronto interno será inevitável. Esse confronto não será, apesar de possível, necessariamente uma guerra civil.
Virá na forma do aumento da violência do 99% em cima de si mesmo e, transpostas as barreiras de segurança, em cima do 1%. Testemunharemos mais assaltos, mais roubos, mais crimes e mais mazelas sociais de que tanto tememos e que também afetará, consequentemente, o 1%.
Aceitar que nossos “jornalistas” não reportem isso é inadmissível numa era que envolve o descontrole da informação, a ponto de colocar tudo ao alcance de todos via Internet; a redefiniçao dos mercados econômicos com novas fontes de geração de receita e a crise ambiental que bate a nossa porta.
O Jornalismo deve a si mesmo esse alerta. Ou morreu de fato.
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